O senhor do lado esquerdo

Rio de Janeiro, 1913. O secretário da Presidência da República é achado morto no antigo solar da Marquesa de Santos, prédio então conhecido por “Casa das Trocas” — prostíbulo de luxo, frequentado pela elite carioca, onde todas as fantasias sexuais são permitidas. A principal suspeita é uma das prostitutas da Casa, Fortunata Conceição, que desaparece. O responsável pela investigação é o antigo inspetor e atual perito-chefe da Polícia Científica, Sebastião Baeta, também freguês da Casa das Trocas. Baeta tinha sido o introdutor das modernas técnicas policiais no Brasil, sendo especialista em datiloscopia. A investigação leva o perito a confrontar o irmão de Fortunata, o capoeira Aniceto Conceição, que também passa a ser suspeito. Para desvendar o crime, Baeta mergulha no universo das ruas, dos morros e da cultura popular. É quando conhece, por exemplo, o feiticeiro Rufino, homem que não diz e nem pode dizer mentiras, e é a testemunha-chave do caso. A narrativa, assim, opõe as duas cidades do Rio de Janeiro: a da ciência e a da magia; a dos cortiços e a dos palacetes. E opõe, principalmente, Baeta e Aniceto, num duelo de virilidades, que termina por revelar o mistério. O senhor do lado esquerdo, que refunde temas das mitologias grega, iorubá e árabe, é o segundo volume do “Compêndio Mítico do Rio de Janeiro”, série de cinco romances policiais, um para cada século da história carioca.

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